O Presidente da República afirmou hoje que é preciso lutar contra a discriminação das pessoas que sofrem de doença mental, recordando que Portugal, na década de 1950, não tinha nenhuma política de cuidados de saúde mental.
"Ainda me lembro de quando a minha mãe trabalhou na área da saúde mental, há muito tempo, na pré-história, nos anos 50, eu era uma criança. Não havia nada em Portugal, quase nada. Não havia estruturas, não havia políticas, nada de nada, não havia um sistema de cuidados de saúde no que diz respeito a esta área vital", recordou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio da Bolsa, no Porto, onde presidiu à cerimónia de entrega de prémios do movimento Unidos Para Ajudar (UPA).
Em frente a uma plateia de mais de uma centena de pessoas, que encheram um dos salões do Palácio da Bolsa, o Presidente da República sublinhou a urgência da sociedade portuguesa ter de "aceitar a diferença", lutando contra discriminação das doenças mentais.
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