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Candidatura à UNESCO da "Rota de Magalhães" envolta em polémica

Espanha terá sido excluída da proposta portuguesa de classificação como Património.

21 de janeiro de 2019 às 01:30

A candidatura à UNESCO da Rota de Magalhães, de que se começou a falar em 2015 como forma de celebrar os 500 anos da viagem de circum-navegação do navegador português Fernão de Magalhães, está envolta em polémica.

Isto porque, segundo o jornal espanhol ‘ABC’, o documento omite o facto de a viagem – que teve lugar entre 20 de setembro de 1519 e 6 de setembro de 1522 – ter sido custeada com dinheiro da corte espanhola. Segundo aquele diário, o ministério da Cultura do país vizinho deverá, em breve, solicitar informações sobre a candidatura portuguesa, através do embaixador espanhol para a UNESCO.

A candidatura foi incluída na lista indicativa de Portugal ao Património Mundial em 2016 e no ano passado foi publicado, em Diário da República, o programa das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação, que deverá ser apresentado, em detalhe, nesta semana.

As celebrações preveem "62 iniciativas e ações" até 2022 e tiveram um orçamento para 2018 de 1,2 milhões de euros, sendo que destes 800 mil se destinavam à aquisição de bens e serviços e os restantes 400 mil euros estavam calculados como despesas com pessoal.

A primeira viagem de circum-navegação da História foi financiada por Espanha porque D. Manuel I recusou a proposta de Magalhães, que morreu no percurso, em 1521.

O CM contactou a ministra da Cultura para comentar este caso, mas até à hora de fecho desta edição não foi possível obter uma resposta.

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