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Vieira criticado por falhanço dos reforços

Presidente é um dos principais visados da insatisfação de alguns dirigentes que apontam a política de contratações como a base da crise.

03 de outubro de 2017 às 01:30

Luís Filipe Vieira vive uma das fases mais delicadas dos últimos anos como líder do clube da Luz e é um dos principais visados, internamente, pelo mau momento da equipa. Ao que o Correio da Manhã apurou é o tema ‘reforços’ que está suscitar mais dúvidas no seio da estrutura do clube, uma que vez que alguns responsáveis não entendem a política que o presidente adotou esta época. Esse fator é mesmo apontado como a base da crise de uma equipa que venceu apenas dois dos últimos oito jogos.

Certos dirigentes apontam o dedo a Vieira pela excessiva confiança que deposita em José Boto, um dos responsáveis pelo departamento de prospeção com palavra decisiva no capítulo das contratações. Se há uns tempos, Boto gerava unanimidade nas opiniões dos dirigentes, ultimamente tem sido alvo de críticas. José Boto está há sete anos no setor de olheiros do Benfica e é um dos homens da confiança de Luís Filipe Vieira. O scout já indicou ao presidente a contratação de jogadores que se revelaram ótimos investimentos no plano desportivo e financeiro, como foram Witsel, Javi García, Grimaldo ou Fejsa. Porém, na última época e na atual, as escolhas do olheiro têm sido colocadas em causa. Jogadores como Jovic, Saponjic, Kalaica, Chrien ou Mato Milos chegaram à equipa da Luz ‘pela mão’ do olheiro e têm-se revelado autênticos flops.

Segundo apurou o CM, José Boto fez saber que Hoffenheim e Shakthar estão interessados nos seus serviços, uma atitude que é vista como uma forma de reclamar mais poder a Vieira.

O desacerto do responsável pelo departamento de prospeção é mais um elemento usado contra Vieira por parte de algumas figuras da estrutura que desde o início da época se têm insurgido contra a forma como foi construído o atual plantel.

Queda de Pizzi afeta equipa

‘Onde está o melhor jogador do último campeonato?’ Esta é uma das interrogações que marcam o arranque desta época e, acima de tudo, o momento de crise no Benfica. Os encarnados têm-se ressentido da má forma do médio e essa pode ser uma das principais justificações para a queda do tetracampeão. Os adeptos não perdoam as fracas exibições do médio e assobiaram-no frente ao Marítimo.

Há precisamente um ano o médio somava três golos marcados e quatro assistências em apenas sete jornadas do campeonato, dois jogos da Liga dos Campeões e a Supertaça. Um ano depois, o cenário é bem diferente e mostra a curva descendente de um dos jogadores mais influentes da equipa nas últimas épocas a marcar e a oferecer. Em oito jogos da Liga, dois da Champions, um da Taça da Liga e o da Supertaça, o médio ainda não marcou e fez dois passes para golo. Estes são números que apenas servem para provar o que é evidente há algum tempo. A dificuldade em construir jogo, as limitações físicas e a falta de confiança do motor da equipa a quem Rui Vitória entrega a responsabilidade de assumir o jogo e de fazer andar a máquina do Benfica.

"O poder vem do campo"

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