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António Domingues tem fortuna no BPI

Ex-líder da CGD tem 3,7 milhões de euros no BPI. Banqueiro é acionista desse banco, assim como Rui Vilar, da atual equipa.

16 de março de 2017 às 01:30

O ex-presidente da CGD, António Domingues, tem a sua fortuna financeira no BPI, do qual era vice-presidente quando aceitou o convite do ministro das Finanças para liderar o banco do Estado. Na declaração de rendimentos que apresentou no Tribunal Constitucional (TC) a 28 de novembro de 2016, relativa ao início de funções na CGD, o banqueiro afirma ter 3,7 milhões de euros no BPI. E refere que pagou mais de 6,3 milhões de euros de IRS entre 1990 e 2015.

Domingues tem uma situação patrimonial semelhante a outros administradores da sua ex-equipa na CGD: além do banqueiro, também Pedro Leitão, Pedro Norton, Tiago Raveira Marques, Rui Vilar e João Paulo Tudela Martins (os dois últimos transitaram da administração anterior para a de Paulo Macedo), têm uma fatia relevante das suas poupanças no BPI, contra verbas mais escassas na CGD. Domingues e Rui Vilar são acionistas do BPI e Raveira Marques e Tudela Martins têm opções de compra sobre ações do BPI.

O banqueiro tem na CGD 80 mil euros e é detentor de 56 042 ações do BPI. Domingues, que foi o único a pedir ao TC que mantivesse confidencial a sua declaração de rendimentos, é também dono de dois Porsche 911, um de 1972 e outro de 1995, e de um veleiro, adquirido em 2014 e pelo qual paga 3270 euros por mês. Domingues demitiu- -se do cargo no final de novembro de 2016, mas manteve-se em funções até ao fim do ano. Até ontem, Domingues não tinha apresentado a declaração de rendimentos de cessação de funções, como determina a lei.

Caixa já tem lista dos primeiros 70 balcões que vai encerrar 

A Caixa já decidiu quais os primeiros 70 dos 180 balcões que tenciona encerrar até ao ano 2020, em todo o País. Segundo um documento interno a que o CM teve acesso, prevê-se que até ao dia 31 deste mês encerrem os primeiros 57 balcões e, até ao fim do ano, mais 13. No entanto, os ‘timings’ podem ainda ser ajustados. 

Na região Sul fecham 19 balcões, em Lisboa são 20, no Centro 15 e no Norte 16. No caso da região Sul e Ilhas, há três casos em que a CGD tem dúvidas sobre o encerramento: Lajes do Pico, Marvão e Golegã. Em Lisboa já fechou uma agência: o balcão da av. 5 de Outubro. A CGD, segundo apurou o CM, vai enviar aos clientes desses balcões avisos de encerramento.

O Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas já repudiou o anunciado fecho das agências "sem ter em conta o interesse das populações e dos trabalhadores".

Na apresentação das contas anuais de 2016, com prejuízos recorde, o banco público anunciou ainda que vai cortar 2200 postos de trabalho, através de pré-reformas e rescisões, e reduzir as sucursais no estrangeiro. A CGD apresentou na semana passada prejuízos de 1859 milhões de euros.

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