António Costa visitou a empresa Critical Software.
O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quarta-feira, em Coimbra, que Portugal, "quando acredita" e faz "os investimentos certos", resolve qualquer problema.
António Costa falava durante uma visita à tecnológica Critical Software, em Coimbra, empresa que considerou exemplar.
"A Critical Software não é só exemplo da nossa capacidade tecnológica", é também exemplo de que, "quando o país acredita e faz os investimentos certos é, de facto, um país que resolve qualquer problema" e que "não encontra nenhum impossível", afirmou o primeiro-ministro.
Depois de sublinhar que aquela empresa tem tecnologia sua a orbitar em Marte, o chefe do Governo recordou que foi também a Critical que, em 2006, criou o sistema que, instalado em fronteiras, permitiu o alargamento do espaço Schengen em 2007.
Quando, na altura, se "tornou evidente que uma empresa alemã" não conseguia concluir o sistema de informação em tempo útil, Portugal apresentou, através da empresa de Coimbra, uma a solução provisória, mas que se manteve "até há dois anos".
Mas foi necessário, antes disso, vencer o ceticismo da União Europeia (UE), que não acreditava que uma empresa do "sul da Europa, de Portugal", encontrasse a solução para o problema.
"Foi um momento de grande orgulho em ser português", recordou António Costa, que então era ministro de Estado e da Administração Interna, e apresentou na UE a alternativa que a Critical veio a desenvolver.
Nesse momento, "Portugal pôde demonstrar, no quadro da UE", que não está na comunidade europeia "só para receber fundos", nem "só para tratar dos seus próprios interesses", que "está na UE ao serviço de valores comuns a todos os europeus, como é o valor da liberdade" e, "sobretudo, que é um pais que tem capacidade tecnológica".
"Portugal tem a capacidade do saber de produzir nas universidades" e capacidade de empreender para "transformar esse conhecimento em produtos, em serviços, em soluções para resolver os problemas", sublinhou.
A Critical, que começou como uma 'startup', criada no Instituto Pedro Nunes (IPN), é "uma empresa que já voou, por si, e já chegou a Marte, é a demonstração de que nem todas as 'startups' se mantém" nesta condição, considerou António Costa.
O primeiro-ministro visitou, antes, o IPN, igualmente em Coimbra, cidade onde hoje se deslocou no âmbito do programa 'Agenda mais crescimento', que iniciou em 18 de novembro, com uma visita à Renault, em Cacia (Aveiro), e vai decorrer nos próximos meses, com visitas a empresas que se destacam pela inovação dos seus projetos de investimento.
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