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Relação entre Centeno e Carlos Costa está no limite

Finanças exigem uma retratação do governador do Banco de Portugal.

26 de setembro de 2017 às 01:30

Está a agravar-se a relação entre o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal. Numa conferência realizada ontem em Lisboa sobre a ‘Gestão de Risco nos Bancos Centrais’, Carlos Costa disse que "as tentações de reduzir a independência não são uma característica só dos países do sul. (...) Onde está o tesouro, há sempre tentações de o tirar".

Uma afirmação que não caiu bem junto de Mário Centeno, que está a patrocinar uma alteração do modelo da supervisão financeira em Portugal.

"É lamentável. Nunca foi essa a postura nem a forma como o Ministério das Finanças se relacionou com o Banco de Portugal. Esperamos que o senhor governador se retrate das declarações que fez em nome de um relacionamento institucional saudável", disse uma fonte oficial ao ‘Negócios’.

Helena Adegas, ex-chefe do Departamento de Gestão do Risco do Banco de Portugal, também falou da independência dos bancos centrais, para considerar que há uma relação "sensível" que precisa de ser tratada com cuidado, nomeadamente quando o banco central de um país investe em dívida pública do próprio país.

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