page view

Governo iraniano pede concentração de apoio e homenagem ao líder supremo em Teerão

Convocatória, transmitida na televisão estatal, surge no terceiro dia de bombardeamentos ao Irão.

02 de março de 2026 às 17:47

O Governo iraniano apelou à população para se reunir na noite de esta segunda-feira em vários bairros de Teerão em apoio da República Islâmica e em homenagem ao líder supremo, Ali Khamenei, morto no sábado em ataques aéreos norte-americanos.

A convocatória, transmitida na televisão estatal, surge no terceiro dia de bombardeamentos ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel, que declarou esta segunda-feira a intenção de intensificar os ataques contra "elementos-chave do regime iraniano".

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O exército israelita reclamou esta segunda-feira a destruição de cerca de 600 estruturas do regime iraniano, incluindo alvos relacionados com líderes militares, munições e sistemas de defesa.

O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Entre os 600 alvos mencionados pelas forças de Telavive, contam-se 20 alvos destinados a atacar os líderes militares iranianos, 150 mísseis balísticos e 200 sistemas de defesa aérea.

Em sentido contrário, a Guarda Revolucionária do Irão, o exército ideológico do regime de Teerão, disse hoje ter atingido mais de 500 alvos no Médio Oriente ligados aos Estados Unidos e a Israel.

O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.

Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.

O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8