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China aplica tarifas zero aos países africanos com os quais tem relações diplomáticas

Medida consta de um comunicado oficial divulgado esta terça-feira no final da visita do presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim.

21 de abril de 2026 às 17:49

A China vai aplicar, a partir de 1 de maio, tarifas zero aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, para ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês, anunciou Pequim.

A medida consta de um comunicado oficial divulgado esta terça-feira no final da visita do presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim, durante a qual o presidente da China, Xi Jinping, defendeu o reforço da cooperação com Moçambique e o aprofundamento da coordenação entre os países em desenvolvimento, durante um encontro com o homólogo moçambicano.

Citado no comunicado oficial enviado à agência Lusa, Xi afirmou que o aprofundamento da cooperação entre Pequim e Maputo responde às expectativas dos dois povos e acompanha a tendência de maior coordenação entre os países do Sul Global face a desafios comuns.

"O reforço da solidariedade e da cooperação é essencial num contexto internacional em mudança", afirmou Xi, citado na nota.

O presidente chinês defendeu o reforço do apoio mútuo em questões de interesse central e a intensificação dos contactos entre governos, partidos e instituições, bem como a troca de experiências de governação.

Xi destacou ainda a "forte complementaridade económica" entre os dois países e apontou para novas oportunidades de cooperação em áreas como infraestruturas, energia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial.

Pequim está disponível para alinhar estratégias de desenvolvimento com Moçambique, explorar novos modelos de cooperação e promover um crescimento "de alta qualidade e sustentável", acrescentou.

Num contexto internacional descrito como "turbulento", o líder chinês apelou ao reforço da coordenação em organismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas, defendendo um mundo "multipolar", uma globalização económica "inclusiva" e a salvaguarda da "equidade e justiça internacionais".

Xi sublinhou também que China e África, juntamente com outros países do Sul Global, constituem "uma força de justiça" no atual cenário internacional.

Sobre a situação no Médio Oriente, o presidente chinês manifestou preocupação com o impacto do conflito na região africana e apelou ao cessar das hostilidades e à resolução de divergências através do diálogo.

O líder chinês defendeu ainda o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e apelou à prática de um "verdadeiro multilateralismo".

No plano económico, anunciou que a China vai aplicar, a partir de 1 de maio, tarifas zero a todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, como forma de ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês.

Durante o encontro, os dois chefes de Estado acordaram elevar as relações bilaterais a uma "comunidade de futuro partilhado na nova era".

Daniel Chapo destacou o papel da China como "verdadeiro amigo" de Moçambique e reiterou o apoio ao princípio de "uma só China", manifestando disponibilidade para reforçar a cooperação bilateral.

Após as conversações, os dois líderes assistiram à assinatura de mais de 20 acordos de cooperação em áreas como comércio, segurança, saúde e intercâmbio cultural.

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