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Número de jornalistas detidos no final de 2025 ascendia a 330

Ásia continua a ser a região do mundo com o maior número de profissionais dos media presos, num total de 110.

21 de janeiro de 2026 às 17:55

Um total de 330 jornalistas encontravam-se detidos por causa do seu trabalho, no final de 2025, de acordo com um relatório do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

A China, com 50 prisioneiros (em 01 de dezembro), Myanmar com 30 e Israel com 29 jornalistas palestinianos encarcerados são os países com maior número de profissionais detidos, seguidos pela Rússia, com 27 (dos quais dois em cada cinco são ucranianos), Bielorrússia com 25 e Azerbaijão com 24.

Embora apresentando uma ligeira quebra em relação ao número recorde de 384 no final de 2024, o ano de 2025 foi o quinto consecutivo em que o número de detenções ultrapassou as 300, e o terceiro com o valor total mais elevado desde que a ONG norte-americana começou a compilar estes dados em 1992.

"Estes números recorde refletem a ascensão do autoritarismo e a escalada dos conflitos armados em todo o mundo", afirma o CPJ no seu relatório.

A organização acrescenta que quase metade dos jornalistas detidos não tinha sido condenada e que, entre os que o foram, mais de um terço cumpria penas superiores a cinco anos.

Quase um terço dos jornalistas detidos relatou ter sofrido maus-tratos, e 20% disseram ter sido torturados ou espancados.

Desde 1992, os países mais frequentemente acusados de tortura e violência contra jornalistas têm sido o Irão (com cinco jornalistas presos em 01 de dezembro, antes dos recentes protestos contra o governo), Israel e Egito (com 18 prisioneiros até ao final de 2025).

A Ásia continua a ser a região do mundo com o maior número de profissionais dos media presos, num total de 110.

Além da China e de Myanmar, o Vietname tinha "pelo menos" 16 jornalistas detidos, o Bangladesh quatro, a Índia três e as Filipinas um.

Nos Estados Unidos, o jornalista salvadorenho Mario Guevara foi detido enquanto cobria protestos anti-Trump, em meados de junho, antes de ser deportado no final de outubro por não ter regularizado a sua situação de imigração após passar duas décadas no país.

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