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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Polícia ameaçado de morte depois de pedir namorado em casamento na marcha LGBT

Homem relata insultos e ataques ao casal após momento romântico se tornar viral nas redes sociais.

02 de julho de 2017 às 18:22

Phil Adlem, um polícia inglês, decidiu pedir o seu namorado em casamento, a meio da marcha LGBT ‘Pride’, que aconteceu no ano passado, dia 26 de Junho, em Londres.

A marcha 'Pride', que acontece todos os anos em Londres, pretende dar voz a todos os que defendem a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros). Este ano, Lisboa foi também palco desta manifestação. 

Embora Phil não estivesse à espera que o seu pedido de casamento fosse visto milhares de vezes, a Met Police LGBT partilhou o acontecimento no seu twitter, e outros vídeos foram também partilhados na imprensa nacional.

Contudo, o momento de união foi rapidamente contaminado quando Phil percebeu que outras pessoas estavam contra a exposição do casal.

Apesar de ter recebido mensagens de apoio e felicitação, Phil também recebeu mensagens como "vocês deviam ser enforcados".

Numa entrevista para o ‘The Guardian’, esta semana, Phil disse que, numa primeira fase, sentiu-se bastante feliz pelos comentários que leu.

"O meu sorriso não durou muito, à medida que ia lendo os comentários", conta. Mensagens como "absolutamente nojento" e "não culpem o Daesh se eles vos matarem" foram alguns dos exemplos das mensagens de ódio.

"A reacção de um dos meus colegas de trabalho e outra de um velho amigo da faculdade foram suficientes para eu desejar nunca ter feito isto", comenta.

Um ano depois, Phil quis contar todas as reacções e pormenores que se sucederam ao pedido. Desta forma, pretende contrariar a ideia de que a marcha LGBT não é necessária.

Phil, polícia e voluntário de uma associação de apoio à comunidade LGBT, conta não ter sido a primeira vez que sofreu de homofobia. Na verdade, conta ter sido espancado aos 18 anos de idade.

Tudo isto serviu para o polícia mostrar como as pessoas LGBT estão ainda vulneráveis a situações de abuso e discriminação, embora se sinta "sortudo" por viver num país em que pode ser polícia e assumidamente gay ao mesmo tempo. Como se sabe, em alguns países, tal é impossível.

Phil pede às pessoas que não sejam complacentes com situações de abuso ou ataques homofóbicos. "Uma fonte inestimável de positividade e força para quem sofreu ou sofre abuso ou bullying", deseja. 

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