A história do conflito fiscal entre Ronaldo e a administração tributária espanhola é exemplar das dificuldades que os Estados democráticos têm em tributar os rendimentos reais dos contribuintes, quando os ganhos não são exclusivos do trabalho.
Os avanços informáticos e o cruzamento de dados torna impossível a fuga dos trabalhadores por conta de outrem e dos pensionistas. Mas com o desenvolvimento dos offshores e com verdadeiros paraísos fiscais no seio da União Europeia, criou-se uma indústria de advogados e consultores que ameniza a carga fiscal dos verdadeiramente ricos.
O caso dos futebolistas na mira do Fisco espanhol, no qual se incluem CR7, Coentrão e outras estrelas ligadas ao superagente Jorge Mendes ilustra como esses paraísos fiscais funcionam. O campeão de futebol usou o campeão europeu de impostos baixos, a Irlanda, para faturar dezenas de milhões de euros dos contratos publicitários. Estes esquemas lembram que na Europa, se todos os cidadãos são iguais, uns são mais iguais do que outros.
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Os líderes europeus não conseguem proteger-nos dos efeitos desta guerra.
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Seguro afastará cenários de conflito e puxará pela coesão, evitando a tendência dos miniciclos.