A história do conflito fiscal entre Ronaldo e a administração tributária espanhola é exemplar das dificuldades que os Estados democráticos têm em tributar os rendimentos reais dos contribuintes, quando os ganhos não são exclusivos do trabalho.
Os avanços informáticos e o cruzamento de dados torna impossível a fuga dos trabalhadores por conta de outrem e dos pensionistas. Mas com o desenvolvimento dos offshores e com verdadeiros paraísos fiscais no seio da União Europeia, criou-se uma indústria de advogados e consultores que ameniza a carga fiscal dos verdadeiramente ricos.
O caso dos futebolistas na mira do Fisco espanhol, no qual se incluem CR7, Coentrão e outras estrelas ligadas ao superagente Jorge Mendes ilustra como esses paraísos fiscais funcionam. O campeão de futebol usou o campeão europeu de impostos baixos, a Irlanda, para faturar dezenas de milhões de euros dos contratos publicitários. Estes esquemas lembram que na Europa, se todos os cidadãos são iguais, uns são mais iguais do que outros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Em apenas um ano Trump ameaça a América e o Mundo.
A direita tem dois terços do eleitorado, mas provavelmente não vai eleger o Presidente.
EUA tornaram-se um império sem pudor e a Europa vê o seu fiável parceiro passar de protetor para eventual predador com a recente ameaça a um parceiro da NATO.
O discurso de Trump sobre a captura de Maduro cria muitas dúvidas sobre o futuro da Venezuela.
Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro viu a situação de Portugal como quem vê o copo meio cheio.
Com a entrada em cena na Casa Branca da Administração Trump, o contexto mudou.