Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesO acórdão do STJ que absolve Gonçalo Amaral no processo que o opunha aos McCann é uma peça jurídica para emoldurar e guardar, pela clareza da exposição e precisão dos conceitos. Não houve medo das palavras.
Afirma-se de forma perentória que o arquivamento de um processo não significa que os suspeitos sejam inocentes. Em momento algum é declarada a inocência dos McCann. O que diz o despacho é que, apesar dos indícios recolhidos contra eles, os mesmos não são suficientemente fortes para sustentar uma acusação.
Fica claro que a tese de rapto dificilmente pode ser sustentável. Como fica claro que Gonçalo Amaral não violou o segredo profissional, uma vez que escreveu o livro depois do processo arquivado. Quanto à acusação de que agiu motivado por lucro, o que poderemos dizer dos acusadores que há muito vendem entrevistas?
O que os McCann queriam era fazer vingar a tese de rapto, porque os ilibaria da suspeita.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A prevenção começa em cada um de nós.
Não existe violência de esquerda ou de direita. Existe apenas violência.
Torna-se urgente tratar da saúde mental dos portugueses.
Sempre que acontece uma qualquer desgraça, um qualquer acidente, atacamos tudo e todos.
Parece que havendo um inquérito, ele só tem mérito se houver acusação.
Será que ninguém sabia ou desconfiava de nada?