Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesO caso Raríssimas é mais que vergonhoso. A ser verdade tudo o que se disse, é nojento. Alguém que usa dinheiro do Estado, destinado a ajudar crianças com graves problemas de saúde, em benefício próprio, para exercícios de vaidade pura, tem de ser punido. Mas a responsabilidade será só da presidente da Raríssimas?
O que andavam a fazer os membros da Direção, Conselho Fiscal e Assembleia Geral? Não sabiam, nem desconfiavam? E o contabilista andava distraído? E os funcionários por quem passavam as faturas e recibos, acham tudo normal?
E os políticos que iam às cerimónias, a quem a presidente pedia constantemente dinheiro, não achavam estranho que ela andasse num carro de alta cilindrada, que os recebesse com sumptuosos almoços, quando alegava que não tinha dinheiro para as despesas das crianças? O problema é quando, por medo, vaidade, ou outra razão, deixamos de exercer a nossa cidadania. Aceitamos tudo. Qualquer um, bem vestido e com boa lábia, nos engana.
Paula Brito e Costa tinha razão numa coisa: não nascemos todos iguais. Uns nascem honestos, outros não. O que neste caso, como em muitos outros, faz toda a diferença.
Pena que os desonestos continuem a ganhar.
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