Demos aos países do Euro um "socialista de alma", como escreveu um jornal espanhol, e o pequeno país que somos rejubilou como só pode rejubilar um país pequeno quando consegue eleger um dos seus às altas esferas, como se com ele fôssemos todos nós. Mas não é assim.
É claro que a eleição de um ministro provindo de um dos países que ferveram em março com a resposta ao jornal alemão ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’ do homem a que Centeno sucede, Jeroen Dijsselbloem, não deixa de nos dar a satisfação típica daqueles que ainda confiam na providência, tida no sentido da sabedoria suprema com que são conduzidas todas as coisas.
Disse o holandês em março, para quem não se lembre: "Como social-democrata, atribuo uma importância extraordinária à solidariedade. Mas também deve haver obrigações: não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda."
Centeno foi eleito para a presidência do Eurogrupo, mas, para quem pense que se caminha para termos muitos presentes nos sapatinhos, o próprio disse já que era apenas isso o "presidente do Eurogrupo e que a função principal caberá a todos os Estados-membros".
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