Henry David Thoreau, do qual amanhã se comemora o bicentenário do nascimento (a 12 de julho de 1817 em Concord, a mesma cidade onde nasceu Ralph Waldo Emerson e onde viveram Nathaniel Hawthorne e Louisa May-Walcott, no Massachusetts) é o mais atual e incompreendido dos filósofos.
Devíamos lê-lo mais, mas ficaríamos desprotegidos; Thoreau é o autor de ‘A Desobediência Civil’, uma defesa contra o Estado, o seu poder e as suas injustiças ("O melhor governo é o que não governa."), um inimigo da cobrança excessiva de impostos - mas é em ‘Walden ou a Vida nos Bosques’, crítica pioneira ao capitalismo e à "ideologia do crescimento infinito", e em ‘A Vida sem Princípios’, que o individualismo de Thoreau ganha uma dimensão ao mesmo tempo poética e crítica da democracia de massas.
Para os dias de hoje, há um livro de Thoreau a recomendar vivamente, ‘Caminhada’, onde propõe uma arte de caminhar e de deambular que nos ligue à natureza (tema de ‘Maçãs Silvestres’) e à intimidade, ao essencial e ao profundo.
Os seus livros (publicados na Antígona) são uma bênção de beleza.
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