page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Sinais de fumo

28 de janeiro de 2017 às 00:30

O acordo ortográfico é uma aberração linguística e um exercício de autoritarismo cultural. E não houve cultor da língua que, nestes últimos anos de polémica, não tenha denunciado o arranjo – em livros, artigos ou meras proclamações públicas. Isto, que devia ter levado o país ‘oficial’ a desconfiar, manifestamente não levou. E o acordo foi airosamente adoptado em documentos, escolas, jornais, quem sabe em sinais de fumo.

Agora, a Academia de Ciências voltou a olhar para o mostrengo. E concluiu que, afinal, a ‘simplificação’ foi longe de mais porque a língua não é propriamente uma transcrição fonética. Coisas como consoantes mudas, acentos ou hífenes talvez devam regressar.

Pessoalmente, a única solução para o infeliz acordo passaria por rasgá-lo. Mas ‘repensar’ também serve, desde que isso sirva para cobrir de vergonha a parolada nativa que abraçou o acordo sem parar para pensar.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Carta de alforria

O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.

Moedas políticas

A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.

Marcelo

O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.

Anúncio de emprego

Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.

Relações abertas

Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8