Aqui há dias, o presidente da Assembleia da República deu uma entrevista à RTP. Em tom suave, sonolento, pachorrento, Ferro Rodrigues lá deixou umas odes ao governo e à alternativa de esquerda, esquecendo-se do lugar que ocupa e da imparcialidade que devia cultivar.
Esta semana, foi a vez do primeiro-ministro entrar em cena: 10 mil milhões fugiram daqui sem controlo, apesar de terem sido comunicados ao Fisco? O caso, que ainda não está esclarecido (as operações não foram investigadas? houve mesmo evasão fiscal?), permitiu a Costa acusar o anterior governo das maiores tropelias: Passos, pelos vistos, fecha os olhos à grande criminalidade financeira – mas é implacável na cobrança de portagens.
No meio deste espectáculo, parece que Assunção vai pedir algum ‘afecto’ a Marcelo, o que provocou uma crise de ciúmes em Eduardo.
Na política portuguesa, o Carnaval chegou mais cedo. E com máscaras.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.