page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

‘In vino veritas’

17 de março de 2017 às 00:31

Na Holanda, a extrema-direita perdeu. Mas perdeu para quem? Para o liberal Mark Rutte, claro, que conseguiu a vitória depois de ter feito voz grossa contra a Turquia. Por outras palavras: Rutte não venceu o populismo; ele aproveitou-se do populismo para mostrar aos holandeses que a célebre ‘tolerância’ tem limites.

Pessoalmente, nada contra: como alguém dizia, o populismo é aquele convidado bêbado que aparece para jantar. Ele é rude, inconveniente e até faz olhinhos à mulher do anfitrião. Mas, lá pelo meio, vai dizendo duas ou três verdades que o álcool sempre traz à tona.

Se Mark Rutte e o próximo governo souberem interpretar as preocupações reais dos holandeses embriagados – a segurança, a política de imigração, os excessos do multiculturalismo –, a besta populista será domada. Se varrerem o lixo para debaixo do tapete, a derrota e o ostracismo de Wilders serão apenas temporários.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Bóias furadas

A tentação de ir às urnas não será um exclusivo da oposição.

Bom apetite

Quem se preocupa com a ‘influência’ de Ventura talvez devesse prestar mais atenção à ‘abrangência’ dos seus apetites eleitorais.

Pão e circo

O sucesso de um eventual acordo passa por duas questões fundamentais.

Azar dos azares

Quando o opressor não corresponde ao quadro mental dos ‘humanitários’, é indiferente que Ana Margarida Baptista esteja do lado certo.

Bandeirantes despregadas

Porque a diversidade e o pluralismo só existem quando o Estado se mantém neutro, ou tendencialmente neutro, perante diferentes concepções do bem.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8