Quando o PS e o Bloco mostraram interesse em assaltar as provisões do Banco de Portugal, confesso que não os levei a sério. A coisa, quando muito, estaria ao mesmo nível de outros delírios sobre a famosa ‘reestruturação’ da dívida: um exercício fantasioso que, para além de nocivo, jamais seria tentado sem o acordo dos parceiros europeus.
Fatalmente, enganei-me. Segundo o ‘Expresso’, a ‘restruturação’ da dívida é para ficar na gaveta. Mas socialistas e bloquistas pretendem mesmo mudar os estatutos do Banco de Portugal para irem directamente aos cofres da casa.
Bem sei que um Estado gastador é como um drogado em abstinência: começa a procurar dinheiro até nos locais mais impensáveis. Resta saber se o Presidente da República vai permitir a destruição de um organismo independente e a captura do seus dividendos por razões exclusivamente eleitorais. O primeiro grande teste de Marcelo é agora.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.