Quando a Grã-Bretanha disse adeus à União Europeia, o silêncio era sepulcral em Bruxelas. Ontem, as rolhas de champanhe devem ter saltado com abundância. O que se compreende.
Deixemos de lado a óbvia humilhação de Theresa May. Os conservadores não perderam só a maioria; perderam uma estrada livre para negociarem um ‘hard Brexit’ que, no essencial, pretendia acordo comercial com a Europa (sem a canga respectiva: circulação de pessoas, regulamentos, contribuição financeira) e luz verde para negociarem com o resto do mundo.
Agora, metidos na jaula pelos unionistas irlandeses, como cumprir um cardápio que Belfast reprova expressamente? Alguém acredita que os conservadores estão dispostos a transformar o Reino Unido numa espécie de Noruega – um parceiro de comércio que engole tudo o que Bruxelas impõe? Cheira-me a novas eleições. Mas, primeiro, vem aí o caos.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.