Violência doméstica é crime grave. Mas que dizer da violência laboral que levou a juíza Maria Luísa Arantes a assinar o acórdão da Relação do Porto sem o ler? Foi excesso de trabalho, diz a imprensa.
Não duvido. E, para além do trabalho, terá lido na diagonal por confiar em demasia no discernimento do colega. Resultado: choque e abatimento.
Longe de mim seguir os métodos de Neto de Moura e transformar a vítima em culpada.
Embora, aqui entre nós, não sei o que será mais perturbante: não ler um acórdão e assiná-lo ou assumir esse lapso perante terceiros. Inclino-me para a segunda hipótese.
Sem falar do resto: confiança total nas decisões de Neto de Moura só mostra que esta não foi a primeira sentença que a dra. Arantes não leu.
Eu, se fosse a juíza, mudava de vida e começava a ler qualquer coisinha. Levar com uma moca dói. Mas há penas alheias que esmagam muito mais.
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