Portugal saiu do Procedimento por Défice Excessivo e as claques entraram em cena. A direita reclamou vitória e atribuiu o feito ao governo Passos-Portas. A esquerda guardou a taça só para si e voltou à fantasia da ‘reposição de rendimentos’.
O Presidente, para serenar as crianças, disse que havia bolo para todas. Em que ficamos? Sim, o grande esforço no défice foi feito nos anos da ‘troika’. Mas o grande mérito de Costa não está naquilo que ele fez; está naquilo que ele não fez: lançar o país num PREC encapotado.
Isso implicou convidar a extrema-esquerda para o baile sem nunca permitir que ela conduzisse a dança. Melhor: depois dos amendoins da praxe (salários, pensões, etc.), os camaradas estão domados. Verdade que, com a actual maioria, o país não se reforma; e a conjuntura favorável pode ser, precisamente, conjuntural. Mas, em política, a arte de não estragar também merece ser saudada.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.