Engraçado: foram anos e anos a exigir que os EUA deixassem de ser o ‘polícia do mundo’. E agora, que o momento chegou, parece que a falange anti-americana está preocupada com a reforma do polícia. Isto percebe-se?
Não se percebe. Os únicos que deviam temer esse cenário são os lunáticos ‘extremistas’ (como eu) que sempre viram no isolacionismo americano uma receita de selvajaria internacional – com a Ásia entregue à China e a Europa entregue à Rússia. Um regresso, no fundo, à década de 1930, quando os EUA se fechavam dentro de portas – e Hitler arrombava as dele na Europa.
Depois do discurso de Trump, os especialistas afadigam-se com aquilo que o novo presidente se prepara para fazer. Eu prefiro inquietar-me com o que ele se prepara para não fazer.
Com o fim anunciado da ordem internacional do pós-Guerra Fria, ainda teremos muitas saudades da ‘arrogância’ do ‘Império’ americano.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.