Com a idade, adquirem-se novos gostos: a sopa, a sesta, a tripalhada invicta. E depois, quando se vive longe da pátria, descobrem-se outros. Há dois anos, por motivos académicos, rumei para Inglaterra.
E três banalidades que dava por adquiridas - sol, comida, língua - abateram-se sobre mim com a força de uma revelação. Não havia sol (a partir das quatro da tarde). Não havia comida (no sentido elevado do termo). E, sobre a língua, foi preciso esperar pelos 40 anos para perceber que não consigo respirar longe dela.
Hoje, sem mar, peixe ou banda sonora, entro em greve.
Sim, a nossa elite política não se recomenda. E o povo tem uma queda patológica para a submissão. Mas quem pensa que o país é uma 'choldra', confundindo alhos com bugalhos, devia ser obrigado a um desterro terapêutico. Isso cura-se.
P.S. - O colunista vai de férias (cá dentro). Regressa em Setembro.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.