A nossa extrema-esquerda anda confusa. Sim, engoliu o défice. Sim, engoliu cortes na despesa social. Sim, engoliu vendas de bancos. E, sim, até vai engolir tolerâncias de ponto por causa do Papa. O poder é mesmo o maior dos afrodisíacos. Mas resistir na escolha entre Macron e Le Pen?
Patético. É um facto que o programa da extrema-direita, no seu anti-capitalismo, anti-europeísmo e anti-liberalismo, é o sonho húmido do Bloco. Mas só uma megalomania demente leva os camaradas a pensar que o silêncio beneficia a musa deles. É indiferente o que o Bloco pensa sobre França. Não é indiferente a imagem que passa em Portugal. E, aqui, aconselhava-–se a hipocrisia da praxe: contra o ‘fascismo’, marchar, marchar.
De resto, mesmo que os ‘apoios’ do Bloco contassem para alguma coisa, este ainda não seria o momento para calar o bico. Le Pen precisa de mais 5 anos de decadência e terrorismo para lá chegar.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.