A nalisar convulsões políticas com argumentos estritamente legais não costuma dar bons resultados.
Há mais de dois séculos, os colonos americanos não queriam pagar impostos a Londres por não estarem representados em Westminster.
O rei Jorge III, com a sua típica obtusidade, respondeu com a lei – e as armas. Resultado? Em 1776, nascia uma nova república do outro lado do Atlântico.
O resto é história. Não sei o que vai acontecer hoje na Catalunha. Mas suspeito que a decisão de Mariano Rajoy de responder ao problema com a constituição e a polícia tirou definitivamente o génio independentista da garrafa.
Realizar o referendo, ainda que a título simbólico e ‘informativo’, e depois trazer a questão para a negociação política, parece-me o menos mau dos caminhos possíveis.
Mas os homens, mais de 200 anos depois, não mudaram assim tanto quando a cegueira ideológica os domina.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.