page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Confiar no diabo

18 de novembro de 2016 às 01:45

Aguém dizia que o pior que nos pode acontecer é vermos os nossos desejos realizados. Talvez seja – em outras latitudes. Em Portugal, e sobretudo para a oposição, pode ser pior que os desejos não se realizem.

Não vale a pena dizer o óbvio sobre os números da semana: a economia cresce; Bruxelas aceitou o Orçamento; não há sanções a caminho. E também não vale a pena repetir o óbvio sobre o nosso destino a médio prazo: o crescimento económico é tímido; os juros teimam em não descer; os investidores não parecem convencidos.

O problema é que a política mediática não se faz a médio prazo; faz-se a curto prazo. E, no curto prazo, os portugueses têm dinheiro no bolso e nenhuma catástrofe a estragar a bonomia.

Se esta semana ensinou alguma coisa a Passos Coelho foi a não fazer oposição com profecias. Até porque esperar que o diabo apareça é não conhecer as manhas do mafarrico.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Ideias peregrinas

Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.

Fernando Mamede

Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.

Super-heróis

Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.

Lugares marcados

Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.

A bem a ou mal

O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8