Estou no café quando sai a notícia: morreu o homem mais rico de Portugal. Ao meu lado, um matarruano comenta com o dono:‘Tanto dinheiro e não lhe valeu de nada.’ Riem ambos.
A frase é despropositada e, além disso, reveladora da nossa relação com os ricos (os que sobram). Em países menos pelintras, alguém que fez fortuna, criou riqueza e gerou empregos seria admirado e emulado.
Em Portugal, o maltrapilho chafurda no ressentimento – e até se consola com o infortúnio dos abonados.
A coisa não teria grandes consequências: ficaria limitada às conversas de café. Fatalmente, tem consequências: só uma cultura de desprezo pelo mercado aberto e pela iniciativa privada levaria um primeiro-ministro a usar o Parlamento para enxovalhar uma empresa (a PT/Altice) e a aconselhar o país a boicotá-la.
Sim, Sócrates fazia negócios com a Venezuela. Costa, pelos vistos, prefere imitá-la.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.