Quando Portugal atirou a toalha em 2011, uma teoria demente começou a correr pelo asilo: a culpa era da crise internacional; o nosso crescimento (medíocre) e a nossa dívida (explosiva) não tinham nada a ver com nada.
Alguns pacientes levaram esta rábula a sério e nem pararam para perguntar por que motivo a crise destroçava Portugal com uma dureza que não se via nos restantes países europeus.
Passaram cinco anos. O nosso crescimento continua medíocre – e da dívida, nem se fala. Mas com os juros a galoparem nos 4%, parece que há uma nova ‘crise’ para explicar a nossa crise de juízo: a parcimónia do tio Mario (que reduziu a nossa mesada) e os excessos do tio Donald (que quer aumentar as mesadas dele).
Cinco anos depois, eu julgava que esta alucinação colectiva já tinha passado. Enganei-me. A doença de atribuirmos aos outros as nossas misérias privadas talvez seja mesmo incurável.
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Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.