page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

É para rir?

17 de junho de 2017 às 00:30

É um dos grandes mistérios do jornalismo português: a existência de repórteres que não fazem perguntas aos políticos do momento.

Um exemplo: da OCDE ao FMI, passando pelo temível sr. Schäuble, existe consenso de que os anos da ‘troika’ valeram a pena para pôr ordem na casa. Sem isso, aliás, não haveria saída dos défices excessivos para ninguém.

Mas o governo, que entrou ontem em cena e limitou-se a não estragar a herança, afirma por aí que os méritos lhe pertencem por inteiro. Perante isto, o que faz o repórter nacional? Pensa pela sua cabeça? Contrapõe? Confronta?

Não. Fica mudo e quedo, sem se aperceber da sua triste figura como correia de transmissão da propaganda reinante. E as televisões? E os jornais? Esses, pelos vistos, apreciam ter espantalhos de micro na mão, ao mesmo tempo que lamentam a perda de leitores e a ‘crise do jornalismo’. Isto é para rir, não é?

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Fome de poder

Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.

Crimes sem castigo

O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.

Protocolo de Estado

Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.

O preço da guerra

O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8