No século XXI, 20% dos portugueses continuam a votar em partidos comunistas. Motivos? Sim, a memória da ditadura. Sim, a força sindical que ainda faz tremer governos. Mas a sobrevivência do comunismo explica-se pela pobreza material e mental do país – exactamente por esta ordem: num país de pelintras, o ressentimento perante a riqueza é a única linguagem permitida.
Na cabeça do ressentido, a economia é sempre um jogo de soma nula: se existem ricos é porque houve um roubo aos pobres. Donde, é preciso ‘perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular’, para usar as palavras de uma teórica da seita.
Perante isto, compreende-se a cara de náusea que PCP e Bloco exibiram perante o voto de pesar a Belmiro de Azevedo.
O empresário não era apenas um ‘capitalista’. Era uma ameaça real.
Os camaradas sabem que, num país com mais Belmiros, eles seriam os primeiros a desaparecer da paisagem.
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Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.