O pessoal do ‘Estado Islâmico’ está a ser expulso de Mossul. Boas notícias? Sem dúvida. Mas é preciso lembrar que o pessoal não dorme. Se o Iraque está perdido, há sempre a Síria. E, claro, a Europa, que costuma sofrer as consequências de um ‘Estado Islâmico’ enfraquecido.
Felizmente, os portugueses têm um primeiro-ministro e uma ministra da Administração Interna que os protegem. Como se vê no caso de um homicida que anda fugido há nove dias, apesar de geograficamente localizado. Pelas notícias disponíveis, parece que há ‘descoordenação’ (tradução: balbúrdia) entre a PJ, a PSP e a GNR. Mas nada disto parece perturbar o nosso António, que anda entretido com o seu Orçamento de fantasia.
O caso de Aguiar da Beira é uma amostra pequena de como somos o país perfeito para a criminalidade em grande. Porque a única defesa que nos separa do horror é a esperança vaga de ninguém se lembrar de nós.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.