Quantos negros há em Portugal? Peço desculpa pela pergunta mas a pretensão do governo autoriza-a.
Durante anos, aprendi que as pessoas não se definiam pela pigmentação da pele. Os portugueses eram uma imensa salada e qualquer tentativa de os tribalizar era uma exibição grotesca de racismo.
Ledo engano. O governo, para os Censos de 2021, pretende dividir a plebe em guetos étnico-sociais. Um abuso constitucional?
Nem por isso. Basta justificar a medida com ‘projectos específicos’ (saber quantos negros sabem cantar ‘Amar Pelos Dois’, por exemplo) para que o problema fique resolvido.
Como dizia Amartya Sen, não há nada mais indigno do que ‘miniaturizar’ o ser humano na jaula da ‘identidade’.
Mas o governo não se importa de tratar os portugueses como gado, dividindo a espécie pelos respectivos currais.
Com sorte, fica a conhecer o seu eleitorado. Depois, é só alimentá-lo com uma ração diferenciada.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.