A ideia era boa: devolver rendimentos e esperar que as famílias, enlouquecidas e gratas, desatassem a torrar o cartão. Não aconteceu e os números do primeiro semestre comprovam-no. Que fazer?
Uma hipótese é assobiar para o tecto e esperar que um milagre cumpra as metas do crescimento (e do défice) até Dezembro.
Outra, mais segura, é aproveitar a boleia do Fisco no assalto às contas bancárias de todos portugueses. A medida, típica da selva, explica-se com a ‘evasão fiscal’. Mas o governo podia inspirar-se nas ideias brilhantes da ministra da Administração Interna e aplicar o mesmo raciocínio que ela reservou para as matas privadas: quem não cuida delas, perde-as.
Que o mesmo é dizer: se os portugueses, poupados e egoístas, não consomem patrioticamente como o dr. Costa gostaria, o Estado nacionaliza a conta e não se fala mais disso. Para grandes remédios, grandes males.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
Ainda teremos saudades da velha teocracia iraniana.
O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.