page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Grandes remédios

19 de agosto de 2016 às 00:30

A ideia era boa: devolver rendimentos e esperar que as famílias, enlouquecidas e gratas, desatassem a torrar o cartão. Não aconteceu e os números do primeiro semestre comprovam-no. Que fazer?

Uma hipótese é assobiar para o tecto e esperar que um milagre cumpra as metas do crescimento (e do défice) até Dezembro.

Outra, mais segura, é aproveitar a boleia do Fisco no assalto às contas bancárias de todos portugueses. A medida, típica da selva, explica-se com a ‘evasão fiscal’. Mas o governo podia inspirar-se nas ideias brilhantes da ministra da Administração Interna e aplicar o mesmo raciocínio que ela reservou para as matas privadas: quem não cuida delas, perde-as.

Que o mesmo é dizer: se os portugueses, poupados e egoístas, não consomem patrioticamente como o dr. Costa gostaria, o Estado nacionaliza a conta e não se fala mais disso. Para grandes remédios, grandes males.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Contra a parede

A serenidade do dr. Montenegro é, em teoria, de uma elegância exemplar.

Reis e plebeus

Foram críticas subtis que contrastam com a verborreia imprudente dos líderes europeus eleitos.

Mínimos e máximos

Aguiar-Branco fez bem em alertar para estes riscos, que só uma reforma séria do sistema eleitoral e da vida interna dos partidos poderá mitigar.

Liberdade condicionada

Em qualquer dos cenários, o Presidente descobre-se, novamente, senhor em casa alheia. E aguarda, apreensivo e inerme, que lhe abram a porta.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8