A ideia era boa: devolver rendimentos e esperar que as famílias, enlouquecidas e gratas, desatassem a torrar o cartão. Não aconteceu e os números do primeiro semestre comprovam-no. Que fazer?
Uma hipótese é assobiar para o tecto e esperar que um milagre cumpra as metas do crescimento (e do défice) até Dezembro.
Outra, mais segura, é aproveitar a boleia do Fisco no assalto às contas bancárias de todos portugueses. A medida, típica da selva, explica-se com a ‘evasão fiscal’. Mas o governo podia inspirar-se nas ideias brilhantes da ministra da Administração Interna e aplicar o mesmo raciocínio que ela reservou para as matas privadas: quem não cuida delas, perde-as.
Que o mesmo é dizer: se os portugueses, poupados e egoístas, não consomem patrioticamente como o dr. Costa gostaria, o Estado nacionaliza a conta e não se fala mais disso. Para grandes remédios, grandes males.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.