O problema da central nuclear de Almaraz não está apenas na sua lixeira de resíduos. Está sobretudo na forma unilateral como Madrid decide instalá-la aqui à porta sem dar contas ao vigário.
O gesto não é ‘bonito’, para usar um eufemismo, mas é compreensível à luz da bagunça lusitana: Almaraz sempre foi tratada com displicência, incompetência, ou uma mistura de ambas pelo Estado português. Tirando alguns especialistas que pregam no deserto, ter uma central velha, fora do prazo de validade e sujeita a incidentes vários nunca perturbou grandemente o sono da nossa fidalguia.
Agora, parece que haverá uma queixa a Bruxelas depois do nosso ministro do Ambiente ter ido a Madrid para mostrar que, afinal, estava vivo. Não se esperam milagres. Ou, melhor dizendo, até se esperam: quando o assunto é Almaraz, os portugueses devem confiar mais no céu do que nos comediantes que andam aqui pela terra.
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