António Guterres prepara-se para ser secretário-geral da ONU e uma pessoa pasma com os textos que se escrevem. Falo dos textos da nossa elite política, que não poupam nos elogios para retratar uma figura que não é deste mundo. O que terá pensado Guterres daqueles que fazem a sua canonização ainda em vida?
A pergunta já teve resposta. Não hoje, mas há 15 anos, depois de uma derrota nas autárquicas. Guterres saía de cena para não suportar o ‘pântano’ de um país político que ele olhava com desprezo. Aliás, se dúvidas houvesse sobre esse desprezo, Guterres voltou a exibi-lo em entrevista recente: política em Portugal? Não, obrigado.
Muitos dos bajuladores de Guterres são os mesmos que ele abjurou com cara de náusea – e distância higiénica vitalícia. Que eles venham agora lamber as mãos de quem os rejeita, eis a prova de que Guterres sabia do que falava naquela noite distante de 2001.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.