A morte de dois recrutas no curso de Comandos permite duas conclusões radicais: os instrutores foram movidos por ódio ‘patológico’ e ‘irracional’ aos instruendos, como acusa o MP em linguagem lamentável; ou, então, tropas de elite devem ser submetidas a torturas do género.
Não me meto em fanatismos. Apenas confesso que, nesta triste história, duas coisas me impressionaram: a primeira, óbvia, foi a morte de dois rapazes que o Estado tinha o dever de preparar e proteger; a segunda, menos óbvia, foi o cheiro a amadorismo que o curso exala – homens a cair para o lado sem vigilância séria; incapacidade de perceber sintomas básicos (como desidratação extrema); pessoal médico a abandonar os doentes à sua sorte; e etc. etc.
Portugal precisa de umas forças armadas de excelência? Assino por baixo. Mas essa excelência, antes de ser exigida aos pupilos, deve começar pelos instrutores.
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