page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Sinais de vida

13 de outubro de 2017 às 00:30

Quando José Sócrates foi detido, começou o contra-relógio: falo de políticos ou comentadores que, dia sim, dia sim, perguntavam pela acusação. A manobra era óbvia: condicionar o trabalho da justiça. Mas era também mentecapta: os mesmos que denunciavam o atraso da acusação desconheciam por completo a dimensão (e a complexidade) do processo.

E ignoravam que esses atrasos eram também imputáveis à estratégia da defesa.

Pois bem, a acusação chegou. E os dados revelados permitem concluir que não era possível fazer melhor no tempo disponível. Para o MP, não estamos na presença de crimes vulgares; mas de um complô entre os poderes político, económico e financeiro para controlar a democracia e saquear Portugal.

Presunção de inocência? Sem dúvida. Mas este processo simboliza já uma vitória: depois de anos de reverência perante o poder, a justiça mostrou aos portugueses que ainda serve para alguma coisa.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Fernando Mamede

Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.

Super-heróis

Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.

Lugares marcados

Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.

A bem a ou mal

O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.

O caso Seguro

O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8