Tenho um certo respeito pela deputada Mortágua. Enquanto os seus camaradas fingem respeitar a livre iniciativa e a legalidade democrática, a srª Mortágua não finge: o capitalismo deve ser destruído; o Fisco deve devassar as contas bancárias; e os cidadãos que ‘acumulam’ riqueza devem ser saqueados, na melhor tradição bolchevique.
Em países menos atrasados, uma criatura destas à solta precipitaria fuga maciça de capitais; corrida aos bancos; dispersão do património; e, claro, passaportes em dia.
Em Portugal, o povo é sereno (e bovino) e até há ‘jornais’ que comunicam às tropas o número de contribuintes potencialmente atingidos por um imposto revanchista sobre o património: 1%, mais coisa menos coisa, o que sem dúvidas autoriza o vandalismo.
Portugal caminha para um novo resgate? É indiferente. O único resgate que interessava – o mental – nunca chegou em 40 anos de democracia.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.