Foi uma semana em cheio: pela mão do jornalismo, os portugueses descobriram duas coisas. A primeira é que o Estado não fiscaliza as instituições sociais que apoia – e, no caso deste governo, que apoia faraonicamente.
Falo da Raríssimas e da sua raríssima presidente. E falo de um ministro da Segurança Social que, à hora em que escrevo, ainda está inexplicavelmente no lugar.
Mas houve mais: a IURD foi acusada de ter mantido um lar clandestino a funcionar entre nós; um lar que, alegadamente, fornecia crianças para adopção sem que os pais biológicos tivessem conhecimento do assunto.
Se juntarmos ao pacote tudo o resto – os mortos de Pedrógão, o roubo de Tancos – percebe-se melhor as palavras de António Costa. O ano de 2017 foi ‘saboroso’ para Portugal? Sem dúvida.
Tão saboroso que só podemos esperar um 2018 ao mesmo nível. Espero que alguém em S. Bento reserve o Panteão Nacional para o ‘réveillon’.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.