Jaime Nogueira Pinto foi convidado para uma palestra sobre o populismo na Universidade Nova de Lisboa. Sem sucesso: um grupo de ‘estudantes’, que obviamente passou demasiado rápido do infantário para o ensino superior, boicotou a festa. E o director da casa, que inexplicavelmente continua no lugar, tolerou a birra das crianças.
O caso não merece mais comentários. Excepto um: mesmo sem proferir uma palavra, o prof. Nogueira Pinto já mostrou tudo sobre o populismo. Seja nos EUA, seja na Europa, a fúria populista cresce como reacção à estupidez moral e epistemológica das patrulhas politicamente correctas.
São estas patrulhas que produzem Trump, Le Pen, Wilders e, à nossa escala, uns comediantes de extrema-direita. Um caso clássico de como o extremismo reage ao extremismo.
Resta a consolação de sabermos que ambos partilham o mesmo fim: o repúdio metódico das nossas democracias.
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Por que motivo haveria de ser diferente no Tribunal Constitucional, se os socialistas também tivessem um lugar à mesa?
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.