Nenhum adepto do Benfica no seu perfeito juízo duvidou durante esta semana que o jogo marcado para o fim da tarde de hoje, no Estádio da Luz, com o Estoril Praia, será sempre muito mais importante para o definir da temporada de 2017/18 do que foi o jogo da última terça-feira, no mesmo distinto palco, com a equipa suíça do Basileia. Não é a valia dos adversários que está em causa. O que esteve e está em causa é a realidade das circunstâncias, triste realidade, circunstâncias lamentáveis em que o Benfica se viu inapelavelmente arredado de qualquer tipo de aventura internacional depois de uma série de cinco derrotas nos seus primeiros cinco jogos na fase de grupos da mais importante prova de futebol do continente.
A perspetiva de uma sexta derrota a fechar o périplo apresentava-se não como uma inevitabilidade histórica mas, a acontecer, como o sintoma indisfarçável de uma mania já aguda. E aconteceu. É sempre assim o popular Benfica, avassalador na maré alta, eminentemente trágico nas suas marés baixas, sendo que esta maré europeia, baixíssima, vai ficar como um dos momentos mais falhados e mais embaraçantes a castigar a História do maior clube português. Castigos, sim, e muitos. Foi exatamente isso de que se tratou na noite de terça-feira com os suíços na Luz. Castigo para Pizzi, obrigado a ser titular depois dos seus remoques para o treinador quando se viu substituído no Dragão, castigo para o treinador por ter apresentado uma equipa 100% talhada para um jogo de pré-temporada a feijões, castigo também para Jiménez obrigado a ver do banco a entrada do noctívago Gabigol quando ele, pobre mexicano, nunca foi apanhado em tais práticas.
E, finalmente, castigo imenso para os adeptos, que, ainda assim, preencheram metade da lotação do recinto na esperança de que alguém de encarnado vestido salvasse a honra do convento numa arrancada maluca, numa insistência desesperada. Como aquela de Seferovic, à meia hora de jogo, quando se viu sozinho no meio de muitos adversários e, sem ter ninguém dos seus com quem trocar a bola, resolveu dar meia-volta, fugir às marcações e rematar à baliza. Foi o melhor lance do ataque do Benfica contra o Basileia. Já na sexta-feira anterior, o melhor lance do ataque do Benfica contra o FC Porto foi no momento em que Krovinovic, sem ter ninguém dos seus com quem trocar a bola, resolveu arrancar sozinho para a baliza de José Sá. E quase que deu em golo.
A Europa jogada a feijões já lá vai. E como fazer pior do que esta campanha é impossível, este pequeno Benfica só pode mesmo melhorar.
Podence é mais baixo do que Messi mas daí a ser "baixinho"…
A imprensa espanhola, que tanto embirrou com José Mourinho, resolveu agora embirrar com Jorge Jesus, não reconhecendo nem estatuto nem dimensão ao treinador do Sporting para tratar Lionel Messi por "ó, baixinho!" naquela ginga lusitana de lhe cravar um abraço em frente às câmaras no fim do jogo de Barcelona. "Demasiada confiança", escreveu o ‘AS’ com as peneiras do costume.
Também é verdade que o argentino ajudou à festa, fingindo, à primeira, que não ouvia. Ergueu os olhos para o céu, como que à procura de um interlocutor francamente superior, mas acabou por se condoer e fez o obséquio de se deixar abraçar pelo treinador português. O esforço de Jorge Jesus, note-se, não foi o de um caça-autógrafos fascinado por celebridades. Foi o de um adepto emocionado por estar à beira do pequeno e fabuloso Lionel Messi. E, em Alvalade, Jesus até conta ao seu dispor com um rodas-baixas, Podence, que tem menos cinco centímetros do que o argentino. Mas daí a ser "baixinho"...
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Sigo devotamente os torneios de sumo e digo-o não por presunção, mas porque é esquisito o caminho que me levou até lá.
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