Elá foi na terça-feira Fernando Gomes, o presidente da FPF, todo ele um monumento de circunspeção, bater à porta da Procuradoria-Geral da nossa República praticamente um mês depois de ter ido bater à porta da Assembleia da mesmíssima República onde foi recebido por um simpático conjunto de deputados a quem expôs, compungidamente, alguns factos mais picantes – chamemos-lhes assim – desta enorme e deslustrosa coboiada em que se transformou a autodenominada indústria do futebol português.
O esforço do presidente Gomes nem é sequer em prol da Verdade Desportiva visto que essa, com a introdução do vídeo-árbitro, pode-se considerar já como canonizada. O esforço do presidente da FPF é em prol dos burros tal como são vituperados pelo diretor de comunicação do Sporting todos os adeptos daquela coletividade – e das outras, também – que se recusam a perceber o que está verdadeiramente em causa no que diz respeito às coisas do futebol na sua relação com a lei geral do país.
No seu périplo em prol da sanidade da indústria, chegou, portanto, Fernando Gomes na passada terça-feira ao gabinete da Procuradora-Geral da República, sito em Lisboa – claro! –, o que é mais uma prova da ‘macrocefalia’ assassina da Capital. Relatou, entretanto, a imprensa que a reunião do presidente da FPF com Joana Marques Vidal não terá demorado muito mais de 45 minutos.
Sabe-se, de fonte seguríssima, que os 45 minutos a que teve direito na PGR, que é o órgão de cúpula do Ministério Público, gastou-os o presidente da FPF da seguinte maneira: 5 minutos para o ataque ao centro de treinos dos árbitros da Maia, 5 minutos para os e-mails, 5 minutos para as denúncias do Porto Canal, 5 minutos para as denúncias da BTV, 5 minutos para as claques legalizadas, 5 minutos paras as claques ilegalizadas, 5 minutos para aquele caso do dirigente do Porto no ativo que está a ser investigado por corrupção ativa, 5 minutos para as comissões de um jogador japonês tendo os 5 minutos finais sido inteiramente preenchidos na precaução de motins em face de uma iminente decisão do Supremo Tribunal de Justiça que pretende ver um antigo funcionário do Sporting ser ressarcido em 300 mil euros pela entidade patronal em causa.
E muito rapidamente. Como facilmente se depreende foi pouca parra - uns míseros 45 minutos!- para tanta uva. Mas louve- -se a boa-vontade justiceira do presidente da FPF que, como é aceitável, gostaria de levar uma vida mais sossegada dentro dos condicionalismos inerentes à profissão. E louve-se também a paciência do nosso Ministério Público. E também a paciência do país em geral.
Da beira da glória à beira do precipício
Avoluma-se em densidade o estranho caso de Renato Sanches
Em Stamford Bridge, por volta da meia hora de jogo, recebeu a bola no meio-campo, procurou um colega com quem a trocar e, para espanto da vasta plateia, passou-a direitinha na direção de um placard de publicidade junto à linha lateral. Ajudando à festa, o atónito Paul Clement, que é o treinador dos galeses, levou a mão à cabeça em sinal de não querer acreditar no que tinha acabado de ver.
As imagens do lance deram a volta ao mundo enquanto o diabo esfregou um olho. Avoluma-se em densidade este estranho caso de Renato Sanches que aos 18 anos esteve à beira da glória e aos 20 parece estar à beira do precipício. O que virá aí?
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Sigo devotamente os torneios de sumo e digo-o não por presunção, mas porque é esquisito o caminho que me levou até lá.
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