Afinal não correu tudo bem na famosa ‘feira de gado’ dos criadores Silva & Silva, Cª Lda. Anda por aí alguém a espantar o gado e não está fácil trazê-lo de volta ao redil. As reacções à posição do PSD relativamente à baixa da TSU mostram o estado delirante a que chegou a política portuguesa sob os auspícios da geringonça e do Presidente descrispador. Carlos César acusou o PSD de ser ‘muleta’ do BE e do PCP. Isto vindo de quem os anda a usar há um ano como a sua própria ‘muleta’ e funciona também como ‘muleta’ deles. O BE e o PCP insurgem-se contra o PSD por votar da mesma maneira que eles.
Diga-se já que o PSD tem razão económica e política. Economicamente, esta baixa da TSU é apenas uma forma de subsidiar salários baixos, sem racionalidade económica (ou sequer social). Politicamente, o PSD expõe com clareza um problema: ou bem que a geringonça se basta a si própria enquanto solução política ou então não é uma solução política, como muita gente anda a dizer desde o início. O PS, o BE e o PCP não podem querer contar com o PSD como membro suplente da geringonça, pronto a saltar do banco sempre que precisam.
O PSD também está certo politicamente de uma maneira mais instrumental. A direcção de Passos Coelho anda há um ano a ser desprezada pelo PS e pelo Presidente, com a ajuda de vários notáveis do PSD: ainda esta semana o inevitável Rui Rio lá veio lançar os seus dois cêntimos sobre a nacionalização do Novo Banco. Estar pronto a votar para salvar a geringonça seria uma pura confissão de inutilidade do PSD.
Diz-se que assim o PSD também fere de morte a concertação social. Estamos outra vez no domínio do delírio: quem a feriu de morte foi o ministro e a própria concertação, que chegaram a um acordo sem saberem se teriam condições políticas para o assinarem. O PSD está certo: o seu papel não é o de papel higiénico da obra de outros.
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Esta Constituição tem várias coisas a recomendá-la.
Pelo que se consegue perceber, os EUA acreditaram tanto no êxito do Plano A que não previram Plano B.
Tal como na França do século XVII, tudo é bastante complicado. História do livro nem sequer acaba bem.
A oportunidade é má, mas Passos talvez não tenha outra.
É no comando das forças armadas que o presidente americano se torna o homem mais poderoso do mundo.
Trump ganhou porque os americanos estavam fartos de dogmatismos wokistas.