Quem leia as branduras que se vêm dizendo e se lembre só das aparições dos últimos anos em fato de treino chunga não perceberá que Fidel Castro não foi um mero político comunista, nem sequer um mero ditador. Nos anos 60 e 70, Cuba apresentava-se como o futuro da humanidade.
Apresentava-se e era apresentada por hordas de intelectuais ocidentais, que aliás faziam a sua ritual peregrinação a Havana. A coisa está mesmo muito próxima de nós: os nossos capitães de Abril inspiraram-se nos ‘barbudos da Sierra Maestra’. Parece hoje ridículo, mas a Cuba comunista era genuinamente apresentada como um país melhor do que a Itália ou a França capitalistas, por exemplo.
Enquanto houve subsídios da URSS a ficção foi remotamente verosímil, mas nos últimos 20-30 anos Cuba regressou aos tempos de Batista, em pior: a sua economia miserável foi salva por enclaves turísticos ‘dolarizados’ e uma verdadeira indústria internacional da prostituição, também fonte de dólares. Por cima, a ditadura comunista.
Depois de ter sido o farol da humanidade, Cuba está condenada à dependência dos Estados Unidos da América, partindo de um ponto ainda pior do que no tempo de Batista. Eis o legado de Fidel. A história absolvê-lo-á?
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