As suspeitas de corrupção em torno das rendas da luz são apenas mais um capítulo da triste História de Portugal no terceiro milénio. Mais um ministro beneficia uma empresa a privatizar e recebe a tença quando sai do governo. Aqui, é Pinho, antes da EDP ser vendida aos chineses, mas ressoa na memória a cantilena de Hugo Chávez com os nomes ‘Pinho e Lino, Lino e Pinho’, como perfeita onomatopeia da má gestão da coisa pública. Tantos Pinhos e Linos tem havido, em todos os governos nacionais, mais à direita ou mais à esquerda.
No final da linha das más decisões sobre o dinheiro público fica sempre um ex-governante com benefícios privados, e os contribuintes portugueses com mais uma fatura para pagar. Da banca à ruína da PT; das privatizações na Saúde à política do medicamento comparticipado; dos submarinos à eletricidade; lá estamos nós, no fim da linha da opacidade, para suportar mais carga fiscal.
Depois, chega a hora da Justiça. Sempre tarde, com rastos difusos, advogados milionários e plenos de meios, contra magistrados escassos e mal preparados. No final do processo, alguém apaga a luz. Arquiva-se a coisa sem culpados.
Assim tem sido, e assim continuará a ser, enquanto as leis não acompanharem, atempadamente, os novos fenómenos criminais na área do colarinho branco. Em Portugal discute-se há quanto tempo a criminalização do enriquecimento injustificado? Vai para 20 anos. Agora começa a discussão sobre a colaboração premiada. Mais 20 anos passarão sem que algo se faça?
E assim, da conta da luz, da água, da farmácia, à vilanagem das contas da RTP, continuaremos a empobrecer todos, para gáudio de uns tantos.
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