O vergonhoso comportamento dos independentistas radicais catalães manchou a grande marcha contra o terrorismo que no sábado encheu as ruas de Barcelona. Dez dias após os ataques terroristas que mataram 16 pessoas, aquilo que deveria ter sido uma manifestação de unidade na rejeição do terror semeado por um punhado de radicais sem qualquer respeito pela vida humana foi transformada num triste espetáculo por outro punhado de radicais aos quais nada mais interessa que somar pontos políticos.
Os assobios e os cartazes contra o Rei de Espanha e contra o primeiro-ministro Mariano Rajoy foram, acima de tudo, uma grande manifestação de desrespeito pelas vítimas e pela dor das famílias. As mais de 500 mil pessoas que saíram à rua fizeram-no para denunciar o terrorismo e não para assobiar os representantes do Estado espanhol. Qualquer tentativa de desviar as atenções disso não passa de vergonhoso aproveitamento político.
Perante uma tragédia como a de Barcelona, Felipe VI e Mariano Rajoy estiveram onde tinham de estar. Os separatistas também estiveram lá, mas pecaram pela ausência: de respeito, de bom senso e de humanidade.
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