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Ricardo Ramos

Ricardo Ramos

Jornalista

Redes sociais de ódio

21 de agosto de 2017 às 00:30

"Matava todos os infiéis e só deixava os muçulmanos que seguissem a religião". A frase foi escrita numa rede social por Moussa Oukabir, um jovem de 15 anos que viria, dois dias depois, a integrar a célula terrorista que matou e feriu dezenas de pessoas em Barcelona e Cambrils.

Muitos leram a frase, talvez alguns a tivessem partilhado. Ninguém – inclusive a rede social onde foi escrita - a denunciou como aquilo que era: uma declaração de ódio.

Na semana passada, após a manifestação de grupos racistas e neonazis em Charlottesville, redes sociais e plataformas de Internet que alojavam páginas de grupos racistas e supremacistas correram a encerrá-las, numa atitude tão louvável como hipócrita.

Será que só então repararam que serviam para difundir mensagens de ódio? Claro que não. Se as redes sociais têm algoritmos para detetar e bloquear pornografia, porque não são capazes de detetar e denunciar mensagens de ódio racial ou religioso? A resposta é simples: porque não querem.

Apelar à morte de negros, mulheres, homossexuais ou infiéis não é liberdade de expressão: é crime. E tanto devem ser punidos os que as escrevem como aqueles que permitem que essas mensagens de ódio sejam lidas e partilhadas.

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