A exaustiva Acusação, que o CM, hoje, começa a revelar, é um forte contributo para o reforço da confiança dos cidadãos na Justiça.
Um ex-líder do Governo e um bom punhado de costumeiros intocáveis acabam acusados de múltiplos crimes graves contra a comunidade nacional a que pertencem e que deveriam servir.
Cabe agora à defesa rebater os sólidos indícios contra os arguidos, usando os vários alçapões legais, e aos juízes julgarem.
Os jornalistas do CM continuarão a cumprir a sua missão de informar. Como fizeram durante os governos de Sócrates e sempre fazem relativamente a todos os governos.
No caso de José Sócrates, o CM manteve a investigação sobre o ex-primeiro-ministro devido aos sinais exteriores de riqueza, que acentuou depois de sair do poder. Com o País mergulhado em profunda crise.
O que o CM noticiou nos últimos anos é, naturalmente, apenas uma breve parte do que fica plasmado nas mais de quatro mil páginas da Acusação.
Aqui, resulta nítido o retrato de um País capturado por interesses privados de génese criminosa. Que a todos nos empobreceu.
Gente que, por um punhado de milhões, na Suíça ou Singapura, não hesitava em vender Portugal a retalho.
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Se há coisa que o Governo mostra, é uma total insensibilidade.
A velha lógica clientelar que comprou o SIRESP continua a matar hoje.
A frase do primeiro-ministro sobre os que perderam a vida é infeliz.
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.