Código de conduta apanha assessor do Governo
Deputado do PSD diz que espera cabal esclarecimento da Justiça para ser ilibado.
Nuno Almeida Barreto foi a primeira baixa do caso conhecido como Huaweigate, depois da viagem à China paga pela empresa de tecnologias em janeiro de 2017.
O próprio pediu a demissão e foi exonerado pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, uma vez que a estadia no estrangeiro ultrapassava largamente o valor permitido pelo código de conduta do Governo: 150 euros. Aliás, só as viagens de avião de ida e volta podem custar entre 860 e 2200 euros.
Barreto é filho do líder da federação distrital do PS/Braga, Joaquim Barreto. A viagem que fez à China incluiu, segundo o Observador, Henrique Muacho, da Infortamen, um vereador do PS de Odivelas, Paulo César, e o dirigente do PSD/Lisboa Rodrigo Gonçalves.
Em fevereiro de 2015, a Huawei já tinha levado à China o deputado do PSD Sérgio Azevedo, o atual candidato do PSD em Oeiras, Ângelo Pereira, e Luís Newton, da Junta de Freguesia da Estrela, em Lisboa.
Sérgio Azevedo diz que não se deslocou à China enquanto deputado, mas, questionado sobre o que fará caso existam votações sobre o setor das telecomunicações no Parlamento, responde: "Enquanto não existir nenhum procedimento que funcione de forma a confirmar cabalmente a licitude do meu ato – e espero que exista essa oportunidade –, julgo que, se a questão se colocar, farei uma declaração de voto."
O Ministério Público está a "recolher elementos" sobre o caso.
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